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Portugal é o país com a luz e o gás mais caros da União Europeia

Segundo números do Eurostat, Portugal registou a eletricidade e o gás mais caros no segundo semestre de 2015 de toda a União Europeia (UE). Segundo esses números, Portugal registou um custo de 29,3PPS (moeda artificial criada para eliminar as diferenças de níveis de preços entre os países) por 100kWh pela eletricidade e 12,6PPS pelo gás.

No mesmo período, a UE contava com 21,1PPS por 100kWh de custo da eletricidade (21,6PPS na zona euro) e 7,1PPS de custo de gás (7,5PPS na zona euro). Os valores mais altos registados nas contas da eletricidade da UE são, portanto, Portugal, Alemanha (28,3PPS), Espanha e Roménia (26,5PPS cada), enquanto os mais baixos foram registados na Finlândia (12,3PPS), na Suécia (14,6PPS), no Luxemburgo (14,7PPS) e na França (15,2PPS).

As contas mais baixas referentes ao consumo de gás foram registadas no Luxemburgo (4,0PPS), no Reino Unido (5,1PPS), na Bélgica (5,6PPS) e na Dinamarca (5,7PPS). Quanto aos mais elevados, Portugal continua a liderar, seguido da Espanha (10,4PPS), da Grécia e da Suécia (ambas 9,2PPS), da República Checa (9,1PPS) e da Itália (9,0PPS).

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Olhando agora para as taxas e impostos no preço da eletricidade doméstica, podemos ver que Portugal não é o pior, ficando em 3º lugar, com 50%, atrás da Dinamarca (69%), e da Alemanha (52%). Tendo em conta que a média europeia é de 33%, os três países têm valores exagerados. Quanto ao gás, os impostos são de 23% em toda a UE.

Todos estes preços podem ser explicados pela subida média do preço da eletricidade, em termos homólogos, de 2,4% na UE (1,3% na zona Euro), subindo assim para os 21,1€ por 100kWh na UE (22,1€ na zona euro). No gás, ocorreu um decréscimo no preço de 1,7% na UE (3,4% na zona euro), passando assim para os 7,1€ na UE (7,6£€ na zona euro).

Com todos estes números negativos, existem alguns ainda mais chocantes que podem deixar qualquer um com vontade reclamar. O estado chinês está a ganhar cerca de 400 mil euros por dia provenientes da EDP. Isto deixa o estado chinês com vontade de investir ainda mais, tanta que só no final de 2015 investiu 110 milhões de euros em ações da empresa. Esta aquisição de ações foi anunciada após a compra de 2% da EDP, presidida por António Mexia.

Na semana passada, foi publicado o relatório de contas anual da EDP, onde foi revelado a estrutura acionista detalhada do grupo em 31 de Dezembro de 2015, mostrando que os chineses da Guoxin International Investement acabaram o ano com 3,02% da EDP, enquanto a 12 de Novembro do mesmo ano, o valor registado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) era de apenas 2%.

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